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POLÍTICA DE PRIVACIDADE · V1

Política de privacidade do Jão~ mails

Rascunho — em revisão. Este texto descreve fielmente o que o sistema faz hoje, e ainda não passou por um advogado. Ele vale como explicação honesta do serviço, não como peça jurídica acabada.

O Jão~ mails recebe as mensagens enviadas para os endereços do domínio da sua empresa, filtra o que é spam e encaminha cada mensagem para o Gmail da pessoa a quem ela se destina. Esta página diz, sem rodeio, o que passa por aqui, por quanto tempo, quem pode olhar e para onde vai.

Quem é quem. A empresa que contrata decide quem tem endereço e quem administra o domínio — é ela quem responde pelos dados dos funcionários dela. A Jão~ mails opera o serviço por conta dessa empresa: guarda em trânsito, filtra, encaminha e registra o que foi feito. Quem usa o endereço é o titular dos dados, e é para ele que existe o termo de uso aceito antes do primeiro acesso.

1 · O que fica guardado, e por quanto tempo

A mensagem inteira fica 72 horas, e depois é apagada. O prazo é fixo: não aumenta com o tempo, não é opção de contrato e não há como pedir mais. Uma rotina roda de hora em hora e apaga o que passou desse prazo — apaga de verdade, não marca como apagado. A cópia de 72 horas existe por um motivo só: se a entrega falhar, dá para tentar de novo dentro desse prazo.

O que sobrevive à mensagem é o registro de que ela existiu e o que aconteceu com ela: o identificador técnico da mensagem, o endereço para onde foi encaminhada, se entrou ou não, o código e a frase que o servidor de destino respondeu, e a hora. O assunto e o conteúdo não ficam nesse registro — ele serve para responder «a mensagem chegou?», e mais nada.

A auditoria nunca é apagada. Toda ação de quem administra fica registrada com quem fez, quando, de qual endereço de internet, sobre o quê, e — quando é leitura de conteúdo — por quê. Essa lista não aceita alteração nem remoção: a proibição está no banco de dados, não só no programa. É ela que torna defensável um administrador poder abrir uma mensagem, e por isso ela é o único dado daqui que não tem prazo.

Os dados da conta ficam enquanto a conta existir: o endereço, o nome, os endereços de destino confirmados, e a senha — guardada como impressão digital (argon2id), que não permite recuperar a senha original. Quando a empresa opta por poder reenviar a senha ao funcionário, existe também uma cópia cifrada dela, e toda consulta a essa cópia fica registrada e aparece para o titular.

Quem preenche o formulário de contato em mails.jao.vc/contato/ fica guardado: o que foi escrito nos campos e o endereço de internet de onde veio. Esse registro é o recado — ele existe para alguém responder, e o endereço de internet existe para segurar robô. Ele não vira conta nem cliente: ninguém entra sozinho neste serviço.

2 · Quem pode ler o conteúdo de uma mensagem

Só quem administra o domínio da sua empresa, e só escrevendo o motivo. O motivo é obrigatório — o próprio banco de dados recusa o registro sem ele — e fica guardado com o nome de quem abriu e a hora.

E você vê essa lista. Ela aparece na sua área, em Segurança, e não é apagável por ninguém. Se alguém abriu uma mensagem sua, está escrito ali quem foi e por quê.

Não existe download de anexo pelo painel. Quem abre o conteúdo lê o texto; o arquivo anexado não é entregue por ali.

Quem mantém o serviço tem acesso técnico à máquina, como tem qualquer pessoa que administra um servidor. Esse acesso existe para operar e consertar, é usado para isso, e o que é feito pelo painel cai na mesma auditoria acima.

3 · O que não se faz aqui

A mensagem encaminhada não é alterada. Nada é acrescentado, nenhum rodapé, nenhum aviso, nenhuma reescrita. Isso não é só política: alterar um byte invalidaria a assinatura digital que a mensagem trouxe da origem, que é justamente o que faz ela ser aceita pelo Gmail. A regra técnica e a promessa apontam para o mesmo lado.

O conteúdo não é analisado para nenhuma outra finalidade. O que se olha automaticamente é se a mensagem é spam, e a decisão morre ali. Não há publicidade, não há perfil de ninguém, não há venda nem cessão de dado para terceiro, e não há rastreador nenhum nas páginas deste serviço — nem fonte de letra buscada fora desta máquina.

Para decidir se uma mensagem é spam, o servidor consulta listas públicas de reputação sobre o endereço de internet de quem está entregando. É uma consulta de DNS sobre o remetente, e ela não leva o conteúdo nem o destinatário.

4 · Para onde o dado vai

Para o Gmail de quem recebe, e isso é o produto. O serviço entrega cada mensagem na caixa que a pessoa já usa; a partir daí o acervo é de lá, e vale a política de privacidade do Google, não esta. É por isso que aqui não há acervo: a busca, o arquivo e as pastas são do Gmail.

O caminho contrário também existe: quem responde pelo endereço da empresa de dentro do Gmail passa pelo nosso servidor na saída, autenticado.

5 · Quem mais toca no dado

Três, e eles são inevitáveis para um serviço desta natureza:

Não há mais ninguém: nem serviço de análise, nem de medição de audiência, nem de captcha, nem de envio em massa.

6 · Como pedir cópia, correção ou exclusão

Escreva para netocorp05@gmail.com. Diga qual endereço de e-mail é seu e o que você quer — a cópia do que está guardado, a correção de algum dado, ou a exclusão.

O que dá para responder hoje, com honestidade:

Se o seu pedido é sobre as mensagens que já chegaram ao seu Gmail, elas não estão mais aqui: quem as guarda é o Google, e o pedido é para lá.

7 · Se acontecer um incidente

Se houver acesso indevido a dado que passa por este serviço, quem mantém o serviço avisa a empresa contratante assim que souber e tiver o que dizer de concreto — o que aconteceu, o que foi alcançado, e o que já foi feito. O aviso sai pelo endereço de suporte, que é de fora deste serviço justamente para continuar funcionando quando o serviço não estiver.

O que este documento não promete é prazo curto de detecção. Há vigilância automática de hora em hora sobre o serviço, e ela avisa o operador; não há, hoje, nenhum sistema olhando de fora da máquina. Está escrito porque é verdade e porque prometer o contrário seria a parte fácil.

8 · Onde não há cópia

Não existe cópia dos dados fora desta máquina. É decisão de produto, tomada em agosto de 2026 e escrita para reduzir expectativa, não para criar: o acervo das mensagens é o Gmail de quem recebe, e perder a máquina custaria, no máximo, as mensagens em trânsito das últimas 72 horas.

Existe backup diário no próprio servidor — do banco de dados e da caixa onde as mensagens ficam em trânsito —, guardado por 14 dias e restaurado de teste toda semana. Uma consequência disso precisa estar escrita: uma mensagem apagada às 72 horas pode continuar existindo dentro de um desses backups por até duas semanas, e some de vez quando aquele backup for descartado. Ninguém lê backup para consultar mensagem — ele existe para o serviço voltar do zero —, mas dizer que a mensagem «não existe mais em lugar nenhum» às 72 horas seria mais bonito do que verdadeiro.

9 · Mudanças neste texto

Este documento é versionado: quando o texto mudar, nasce uma versão nova, e esta continua existindo como o que valeu até então. A versão está no alto da página.

Falar sobre isto

Dúvida, pedido ou reclamação sobre privacidade: netocorp05@gmail.com. Quem responde é uma pessoa.

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